resenha o apanhador no campo de centeio
Autor: J.D.Salinger
Editora: Editora do autor
Páginas:208
Ano:1951

Sinopse: "Fico imaginado uma porção de garotinhos brincando de alguma coisa num baita campo de centeio.Milhares de garotinhos e ninguém por perto;quer dizer ninguém grande,a não ser eu.E eu fico na beirada de um precipício maluco.Sabe o que eu tenho que fazer?Tenho que agarrar todo mundo que vai cair no abismo.Quer dizer se um deles começar a correr sem olhar pra onde está indo,eu tenho que aparecer de algum canto e agarrar o garoto.Só isso que eu vou fazer o dia todo.Ia ser só o apanhador no campo de centeio.Sei que é maluquice,mas é a única coisa que eu queria fazer..."


Dia 252.
São quase duas da manhã e eu permaneço acordado. Sozinho. Apenas olhando para a escuridão que se tornou o quarto, com medo de acender a luz e ter que me deparar comigo mesmo ao espelho. Minha mente está tão barulhenta que nem mesmo o silencio do lugar foi capaz de acalmá-la, o motivo de tudo isso? Você.

Hoje fazem exatos 252 dias que tudo se transformou em nada, que planos viraram pó e sonhos se transformaram em passado, eu sei que é muito tempo para se recordar isso mas o que fazer quando não se consegue esquecer? O que fazer com um coração cheio de angustia, de mágoa, de tristeza? O que fazer com essa dor que insiste em permanecer latejando, latejando, latejando...sem fim ou qualquer menção de desaparecer? Acredite ou não eu bem que gostaria de saber a respostas para todas essas perguntas, talvez eu estivesse dormindo nesse momento ao invés de fitar um teto escuro.

Sabe, posso ate imaginar o que iria me dizer se me visse assim, ao fechar os olhos posso ouvir sua voz ecoando pelo minha mente "não acredito que ainda não superou tudo" bem não sei se isso chega a ser um caso de superação, apenas me deixei afogar em mim.

Já sentiu como se estivesse se afogando? Mas não em lago ou rio qualquer, se afogando dentro de si, dentro de tudo aquilo que optou por guardar, já sentiu? Então me diga, como conseguiu se salvar. Há tempos venho fazendo de mim um tonel daqueles que se enche aos poucos de profundidade imensurável e de uma escuridão infinita, então um belo dia me perdi e me afoguei dentro de mim.

No trajeto me deparei com palavras que deveriam ter sido ditas mas que eu apenas optei por não proferi, jamais, afinal qualquer uma delas ia contra minha criação, ao que minha mãe sempre me ensinou. Me deparei com gritos mudos ecoando pela mente sem sessar, percebi o quão barulhento era meu interior enquanto minha boca permanecia fechada, a escuridão apenas foi tomando conta enquanto eu me deixava afundar. Amanhã sei que será um novo dia e que estarei sorrindo, mas você me conhece e nada mais faz sentido, no fundo menina...ainda dói.





Olá pessoas, tudo bem?

Hoje vou falar de uma série que é mal começou e eu já considero pacas! "This is Us" teve sua primeira temporada e já destruiu meu coração. Não sem nem como começar a falar sobre essa série. Sério! Vai falar sobre vida, morte, família, relacionamentos, tudo de um jeito verdadeiro. Com todo o drama e alegrias que temos direito, pois afinal é uma série que vai celebrar a vida, em todas as suas formas. Inclusive, a série foi indicada em várias categorias no Emmy 2017 \o/




Olá pessoal, tudo bem com vocês?
imagem: Estante 450
Faz um tempo que assisti o desenho "Zootopia - Essa cidade é o bicho", mas só essa semana postei a resenha no meu blog, e lembrei de umas das coisas que mais chamou atenção na animação: a força de vontade da protagonista, a coelha Judy Hopps.
Para quem não assistiu entender do que eu estou falando: o sonho de Judy Hopps é ser uma policial reconhecida em Zootopia, mas seus pais e todos que convivem com ela duvidam de sua capacidade, por causa do seu tamanho e sua suposta fragilidade. Judy prova que todos estão errados e consegue o tão sonhado posto. porém, é escalada apenas para multar carros, mas ao longo do filme ela consegue provar seu potencial desvendando um mistério que ronda a cidade de Zootopia.

A lição que essa animação nos ensina é fantástica! Quantas vezes não duvidaram de nós? Ou nós duvidamos do nosso próprio potencial? Ter um pouco de insegurança e medo é normal, mas não podemos deixar de seguir nossos objetivos por isso. É muito difícil quando duvidam de nós, mas é ai que temos que levantar a cabeça, seguir em frente e provar que temos capacidade sim, como a Judy fez!

Desenhos animados podem parecer infantis, mas se prestarmos atenção nas mensagens de superação e empoderamento que eles nos passam, ganham outro significado. Gosto muito desse novo aspecto abordado nas animações mais atuais, principalmente esse conceito de igualdade que está sendo cada vez mais discutido e enfatizado.

Bom pessoal, o post de hoje foi mais uma reflexão, espero que tenham gostado. Vocês já assistiram Zootopia ou algum outro desenho que tenha uma mensagem similar?



Título: Em busca de abrigo 
Autora: Jojo Moyes 
Editora: Intrínseca 
Páginas: 315 
Ano: 2017 
Primeiro romance escrito por Jojo Moyes, conta a história de três gerações de mulheres que precisam encarar as verdades do amor e as responsabilidades que existem em toda família.
Afastada da mãe desde a juventude, quando fugiu de sua pequena cidade rural na Irlanda, Kate jurou que seria uma mãe presente. Mas a vida é um ciclo que se repete, e Kate agora precisa encarar o abismo que surgiu entre ela e a filha, Sabine.
Prestes a viajar para encontrar a avó que nunca conheceu, Sabine não está nada animada. Mas a natureza impetuosa e inquisitiva da jovem forçará a avó a encarar seus segredos há muito enterrados e a fará perceber que talvez tenha chegado a hora de finalmente curar as feridas do passado.

Eu nunca tinha lido um livro da Jojo. Na verdade, leio poucos romances. Não sou nada romântica e fujo como o diabo da cruz de livros com historinhas de amor. Só que eu havia terminado um livro bem tenso e precisava de uma leitura mais suave, mais tranquila. Então me perguntei: "por que não? qualquer coisa, posso largar o livro". Mas a partir do momento em que comecei a leitura, não quis mais parar. 

Como eu não gosto de romances, fui surpreendida ao perceber que a história não é nada disso. Na verdade, a Jojo escreveu algo muito sensível, contando a história de três gerações de mulheres da mesma família: Joy, a avó, Kate, a mãe e Sabine, a filha. Nenhuma delas consegue se entender e aos poucos elas vão descobrindo que o motivo é o mesmo de cada uma e que tudo é questão de conflito geracional. 

Achei a história lindíssima. Sim, tem seus clichês, como todo livro desse gênero. Isso não poderia deixar de existir. Mas não chegam a ser um problema a ponto de fazer a pessoa não gostar do livro ou atrapalhar a leitura. 

Ainda não li os outros livros da Jojo, mas pretendo. Esse é recomendadíssimo pra quem gosta de histórias familiares. 


Eu poderia passar horas tentando explicar tudo que eu sinto quando estou escrevendo mas para ser bem sincera não creio que conseguiria, não que me faltem palavras ou expressões certas mas sim por acreditar que esse sentimento vá muito além do que meras palavras possam alcançar, não me entendam mal por favor, só estou tentando dizer que o sentir vale mais que mil palavras, que o que vem do coração é o que realmente importa.

Escreve desde muito nova, não vou dizer data porque eu nem me lembro, nunca fui uma pessoa muito sociável ou muito menos que consiga falar tudo o que se precisa falar nas horas certas, sou cheia de diálogos acreditem, mas eles ficam apenas na minha cabeça ou dispersos em linhas confusas de um velho caderno, depois de conclui-las fico me perguntando se aquilo tudo realmente veio de mim ou se é apenas mais uma ilusão da minha mente, sou um copo de sentimentos prestes a transbordar seja com mais uma gota ou uma esbarrada por mínima que seja que descarrilam as vezes nas horas mais improprias, essa sou eu.

Eu já disse inúmeras vezes que escrever é como terapia para mim, não que eu precise ou talvez sim, tive uma professora uma vez que disse que todo ser humano precisa ir a um psicólogo não que isso lhe torne um louco, mas faz com que você se sinta melhor e mais leve, talvez ela tenha razão mas como não sou sociável o papel é meu divã e a caneta meu medico e é para eles que falo sem parar e sem medo. Escrever faz com eu me sinta única e verdadeira, faz com que eu me sinta completa como se o que faltasse em mim se completasse na escrita e talvez se complete ao menos é assim que me sinto.

Escrever soa verdadeiro, não pense que só porque escreve contos de amor que só se vê em filmes que isso me torna uma pessoa mentirosa pois não torna, isso apenas me faz mais uma sonhadora nesse mundo de um caos real, afinal sonhar esta tão escasso que poderia ser colocado no programa de proteção a extinção. Uma das primeiras frases que postei no Tumblr quando comecei foi "escrever é lutar contra os demônios que há dentro de você", forte eu sei mas sincero e depois descobri que o meu demônio era eu mesma, quem me impedia de prosseguir, de crescer e as vezes ate de escrever.

Porque eu gosto de escrever? Porque faz com que eu me sinta viva, com que eu me sinta útil, com que eu me sinta nas nuvens, escrever faz com que eu acredite nas pessoas, com que eu acredite que tudo tem uma solução e que nada está perdido, escrever faz com que eu posso mostrar ao mundo quem ou sou ou quem eu possa a vir ser. Por isso gosto de escrever.