Hoje é dia de resenha! A primeira resenha dos livros da editora parceira Planeta e tenho que dizer que começamos muito bem. Não sou muito de ler livros de poesia, quando gosto de alguma pesquiso mais sobre o autor e leio aleatoriamente, mas Rupi Kaur consegue montar um belo livro, que reúne poesias do seu íntimo e pessoal e nos faz pensar. Vamos lá:

outros jeitos de usar a boca, Rupi Kaur.
Editora: Planeta
Ano: 2017
208 pág.
Tradução: Ana Guadalupe
ISBN: 978-85-422-0930-3
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'outros jeitos de usar a boca' é um livro de poemas sobre a sobrevivência. Sobre a experiência de violência, o abuso, o amor, a perda e a feminilidade. O volume é dividido em quatro partes, e cada uma delas serve a um propósito diferente. Lida com um tipo diferente de dor. Cura uma mágoa diferente. Outros jeitos de usar a boca transporta o leitor por uma jornada pelos momentos mais amargos da vida e encontra uma maneira de tirar delicadeza deles. Publicado inicialmente de forma independente por Rupi Kaur, poeta, artista plástica e performer canadense nascida na Índia – e que também assina as ilustrações presentes neste volume –, o livro se tornou o maior fenômeno do gênero nos últimos anos nos Estados Unidos, com mais de 1 milhão de exemplares vendidos.
 Não conhecia a autora mas vi que o título, originalmente era "Milk and Honey", foi sucesso de publicação nos EUA, se tornando primeiro lugar na lista de mais vendidos do The New York Times. O livro é dividido em 4 partes: a dor, o amor, a ruptura e a cura. São poesias, compilados e textos que nos levam, pelo menos comigo foi assim, a uma montanha russa de emoções. E a ordem em que "as coisas" vão acontecendo nos fazem refletir, se emocionar e até chorar. Primeiramente, na parte que leva o nome de "a dor", já vemos assuntos como família e o pai alcoólatra dela, os relacionamentos que não deram certo, a fragilidade de ser uma mulher no mundo... senti a dor junto com Rupi no decorrer das páginas. Porém, esse sentimento melhora, e floresce, e é por isso que digo que a ordem do livro é perfeita, quando chega "o amor". Poesias lindas sobre o que de fato é o amor,sobre o que não é amor, sobre corpo, sobre alma...








Como na vida, nem tudo são flores e chegamos ao momento da ruptura. Aqui meus olhos lacrimejavam várias vezes e mesmo não tendo passado por várias situações, a gente acaba se identificando, acaba se colocando no lugar. Novamente, tudo se suaviza com a chega de "a cura", aqui não poemas só sobre uma cura ou "superar um relacionamento". A autora fala sobre vida, sobre o sentimento de solidão, sobre o amor próprio, como se encontrou na arte e na escrita. Super indico a leitura e o que mais me encantou foi que, ela mescla seu tom entre direta, bem direta e o que se subentende-se. É necessário uma sensibilidade aguçada para captar algumas mensagens, algumas eu reli, parei, analisei... as ilustrações também são dela, que acabei descobrindo que é uma artista completa: desenha, escreve,  fotografa. Ah! ainda começou no instagram também e já teve foto (bem polêmica, sua menstruação) denunciada e apagada.







Claro que não poderia deixar de falar do feminismo que está por trás de várias poesias suas. Deu para notar o quão engajada é a autora e que ela quer mostrar o quanto a mulher vem sendo abusada, como ela se olha, como acham que deveria se olhar e como de fato o empoderamento feminino está cada vez mais forte. Kaur é sobrenome, mas polêmica poderia ser o do meio!


Besos!

PS: Amo quando o título aparece no livro de alguma forma. E aqui acontece! 


as pessoas vão mas como elas são sempre fica (pág.126)

você me tocou sem nem precisar me tocar (pág. 64) 
uma filha não deveria ter que implorar ao pai por um relacionamento (pág. 28)


8 Comentarios

  1. Juliana,tive uma boa surpresa em conhecer esse livro. Pois sempre gostei de poesias.
    E me parece que a autora vai nos mostrando o desenvolvimento da personagem.
    Algumas trechos que comentou,me identifiquei muito.
    O amor tem várias fases,e muitas vezes nos leva a caminhos não tão fáceis.
    O caminho entre a ruptura e cura,leva um tempo... Mas sempre vem.

    Ah! Também gostei das ilustrações!

    Bjs.

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    1. Olá Janaina! Também me identifiquei muito. É isso que ela procura mostrar mesmo, os caminhos entre dor/amor...
      Bjs

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  2. Não é um livro que me agrade muito. não curto muito poesias.

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  3. Juuh!
    Fico tão feliz em ver livros de poesias sendo lançados novamente, porque passaram um tempo desaparecidos.
    E ver poemas bem descritos que afloram os sentimentos do leitor e ainda vem ilustrados, é maravilhoso.
    Desejo uma semana abençoada!
    “A simplicidade é o último degrau da sabedoria.” (Khalil Gibran)
    cheirinhos
    Rudy
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/
    TOP Comentarista de MARÇO, livros + KIT DE PAPELARIA e 3 ganhadores, participem!

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  4. Não costumo ler livros de poemas
    Porém esse me chamou atenção por falta de assunto forte, como violência... abuso. E não somente do amor como a maioria costuma relata. Por isso, fiquei curiosa em ler algum dia, achei aquele desenhos um complemento incrível de cada poema

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    1. Exatamente! É mais um livro sobre os sentimentos dela em geral do que qualquer outra coisa!
      Beijoos

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